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Um terço das MPEs pretende investir no negócio nos próximos três meses

Data: 22/03/2018 - Categorias: ECOMMERCENOVIDADES WEB

Dados apurados pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) mostram que as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) estão mais propensas a investir nos seus negócios: o Indicador de Demanda por Investimento avançou 6,4 pontos em 12 meses, passando de 34,3 pontos em fevereiro de 2017 para 40,7 pontos em fevereiro de 2018. O máximo é de cem pontos.


Em termos percentuais, um terço (33%) dos micro e pequenos empresários do comércio e serviços manifestou a intenção de promover investimentos em suas empresas no horizonte de 90 dias.


Já a quantidade de empresários que não pretende investir chegou a 48% em fevereiro de 2018 – entre estes, a maioria (38%) diz não ver necessidade, 32% mencionam o fato de o país ainda estar em crise e 18% não pretendem investir por falta de recursos ou crédito.


Por outro lado, entre as MPEs que pretendem investir, a maior parte (53%) visa o aumento das vendas, seguido por atender a demanda que aumentou (21%) e para adaptar a empresa a uma nova tecnologia (20%).


“A partir do momento em que observarmos maiores quedas reais dos juros e um ambiente econômico mais estável, haverá certamente um estímulo maior para investimentos nas empresas”, afirma o presidente da CNDL, José Cesar da Costa.


“Infelizmente, o ritmo de melhora da confiança ainda é lento, mas esse é mais um dos sinais que mostram que os setores do comércio e serviços vislumbram um ano com vendas melhores e movimento mais aquecido”, explica.


Compra de equipamentos, reforma da empresa e ampliação de estoque lideram ranking de investimentos


Entre as MPEs que pretendem investir nos próximos três meses, a prioridade será compra de equipamentos e maquinário (26%), reforma da empresa (24%), ampliação de estoque (20%) e investimentos em comunicação e propaganda (13%).


A principal fonte de recursos para o investimento é o capital próprio, seja por meio de recursos guardados em forma de aplicação (48%) ou venda de algum bem (15%).


Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a opção pelo capital próprio deve-se ao fato de os juros bancários serem muito altos e do conhecimento escasso acerca das modalidades de crédito disponíveis.


“Apesar de a Selic estar em um piso histórico, os juros continuam altos para consumidores e empresários, e estes ainda não se sentem confortáveis para recorrer ao mercado de crédito para a realização de investimentos, preferindo apelar a recursos que eles próprios já possuem”, explicou a especialista.


Metodologia


O indicador leva em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.


Fonte: https://www.ecommercebrasil.com.br


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